No Blog realizo o desejo de comunicar e de escrever coisas que vejo, sinto, percebo, e quem sabe possam contribuir para outras reflexões... O Blog está incorporado ao meu cotidiano. Procuro ser fiel à Vida que recebi e usufruo da Suprema Criação.
O distraido nela tropeça. O bruto a usou como projétil. O empreendedor, usando-a, construiu. O camponês, cansado da lida, dela fez assento. Para meninos, foi brinquedo. Drummond a poetizou. Já Davi matou Golias. Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura. Em todos esses casos a diferença não esteve na pedra,
mas no homem.
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitar para seu próprio crescimento.
Texto de autor não identifcado. Recebi da amiga ARLETE HILDA
Quando me aposentei das atividades pedagógicas, encontrei um Curso de Especialização em Gerontologia, na UFPB, que me deu base para nortear minha rotina respeitando a QUALIDADE DE VIDA.
Tive
uma professora que pediu para escrevermos nossa rotina, em todos os
detalhes. Achei bem estranho, mas fiz a tarefa. Não desconfiava de que
ali estava o núcleo de mudanças que eu precisava inventar, realizar,
para permitir o fluxo positivo da própria vida.
Pude
compreender que se não tomasse as rédeas de meu cotidiano em todos os
aspectos, estaria perdendo a oportunidade de amadurecer aproveitando o
próprio tempo de vida, o maior bem de que podemos dispor como humanos. Simplesmente o tempo, tão bem cantado e contado por Drummond. Parece pouco? Não é. A gente acorda e já deve atentar para o dia que começa. Um dia com 24 horas para gerir. Olhar, ver, agir.
*Cuidar de si mesmo, eis o programa mais arrojado que tenho experimentado. Senão, vejamos:
A pele está exposta diariamente a
diferentes fatores internos e externos que alteram a sua textura,
estrutura, condição e portanto também sua aparência. A única pessoa que
pode olhar a necessidade de nossa pele somos nós mesmas, nós
mesmos.... a única que pode agir para reduzir o stress, a fadiga e o
desgaste de seu corpo, de sua pele, de seus olhos, de seus ouvidos, de
seus cabelos.... enfim, de cada equipamento maravilhoso que Deus nos
deu; a única pessoa inteiramente disponível para mim, sou eu mesma!
Verdade?
Embora
não seja fácil, no campo da pele, o grande órgão protetor do corpo,
todas as vozes cantam a necessidade de ter uma rotina de cuidados
básicos que incluem LIMPEZA, TONIFICAÇÃO E HIDRATAÇÃO.Eu diria que
primeiramente OBSERVAR, observar os detalhes, e agir sobre eles.
Existem
milhares de propostas de produtos para ajudar a fazer isso com
eficácia. Nada de pensar somente no que é "barato", esses baratos
geralmente saem muito caro, seja porque não apresentam resultados, seja
porque o volume de cada pote também é variado.
Atenção
também aos aromas dos produtos de pele: normalmente não devem ter
fragrância, isso não é bom para os poros abertos com a limpeza,
sobretudo se tivermos sensibilidade aos aromas, ou tendência a
alergias. . Pode haver um cheirinho suave de vegetais, tudo bem. Algo
que faça nos sentirmos melhor, em estado de relaxamento, de
hidratação, de proteção..
Atenção redobrada: durante o dia precisamos do protetor solar, se saio de casa, levo na bolsa, pois preciso renovar.
Segue um site onde costumo me servir bem, inclusive tem um protetor solar com tonalidade da pele.
www.jafra.com.br
Se
tiver dúvidas, ou quiser algum esclarecimento, pode deixar um recado
que procurarei responder o melhor possível, sempre abordando minha
própria prática, como usuária-cidadã e como observadora número 1 dos
fenômenos que acontecem com meu corpo.Estarei postando outras
observações dentro do mesmo tema, desejando compartilhar a experiência
de vida madura. obs: Foto de evento, em companhia de duas mestras da UFPB, Maria Aparecida B Quirino e Maria Emilia Limeira Lopes.
As notícias de violências em série saídas do ventre da amada Cidade do Rio de Janeiro, machucam o peito da gente, não importa a que distância estejamos. Somos parte desta mesma humanidade, e se há irmãos na dor, na dor também estamos. Conversando com amigas, refletíamos sobre o nascimento e crescimento do sadismo, como ele corrói a beleza do viver, como destrói as alegrias mais simples, como desequilibra o homem dentro de si, como usurpa a esperança que alimenta o coração.
Lembrando Cecília Meireles:
“No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta”
Cantemos com a poetisa, a felicidade de viver neste planeta, entre primaveras de esperança... Alimentemos de Amor nosso coração, para transbordar para nossa família, nosso ambiente, nossa vizinhança...o planeta terra!
Que os homens e mulheres com responsabilidade de comandar a cidade, tenham lucidez para ver a realidade, humildade para admitir as fraquezas e erros do governo, generosidade para compartilhar as decisões, seriedade nas medidas necessárias, e não explorarem o medo da população em benefício de suas vaidades....Que olhem e enxerguem, ouçam e escutem!
Yasmin saiu cedo do Hotel no Leme, queria visitar uma amiga, fazer cócegas na memória. Tomou o metrô até o Largo do Machado, onde visitou a loja de flores. Eram vivas rosas, lindas para um mimo de amiga. Com o pequeno ramalhete de botões, ali mesmo no Largo, tomou o ônibus 407, para o bairro guardador da memória da cidade. Era um ônibus com gente comum, certamente moradores das comunidades dos Prazeres e da Julio Otoni, crianças e adolescentes indo pra escola, mães com compras de mercado, um homem de pasta na mão, Yasmin sentou com suas flores serenas na mão direita. Pelas propagandas, o ônibus estaria carregado de balas, quem sabe fuzis se sentassem nos bancos? Yasmin sorria por dentro, o rosto desanuviado de quem tem belas lembranças do lugar. Logo partiu o veículo, pela Rua das Laranjeiras, parando e recebendo novas caras de gente esperançosa. Na ladeira da Julio Otoni, curvas e mais curvas, paradas e mais paradas; alcançou fagueiro o alto da Almirante Alexandrino. Que nome bonito este aí! Não tanto pelo almirante que Yasmin não conhecia a bravura, nem a ética, mas o “alexandrino” lembrou as noites juvenis, quando os grêmios literários eram vivos “points” de seu tempo de moça.No edifício sempre-o-mesmo, oos abraços reforçavam a duradoura amizade de mais de 20 anos. Luzia arregalou os miúdos olhos sobre os botões de rosas deitados em seus braços. Foram muitas conversas regadas a sucos e biscoitinhos de produção caseira. Luzia era exímia na delicadeza dos lanches que regavam os encontros entre amigos do bairro. Sorridente e faceira, nada a perturbava, nem mesmo a ameaça de um diabetes anunciada com uma certa agonia pela filha enfermeira. As amigas resolveram dar uma esticada pelas ruas.
O bonde passava com seu deslizar sobre trilhos, enfeitando a via pública de pernas e cabeças multicores. O bondinho de tantos amores estava firme: em movimento constante, era uma espécie de estandarte, onde se podiam ler histórias da resistência cultural do bairro. Luzia e Yasmin se foram de bonde, desceram no Largo do Guimarães. A Livraria Largo das Letras era a surpresa anunciada pela amiga. Dali se podia contemplar a Baía da Guanabara, a copa das árvores, o movimento do Largo, ateliers de artistas expondo criatividade, a brisa soprando sons de flautas e violas em ensaios de festa. O café delicioso acompanhou a tarde de lembranças, visitaram o Mercado das Pulgas, pode-se dizer que se nutriram do “caldo de cultura” do Largo.Finalmente, as mulheres deram o abraço de despedida, Yasmin tomou o bonde até o Largo da Carioca, ainda passeou na Rua da Carioca, visitou o armazém buscando um chá especial, verificou que o Cinema Íris ainda está de pé, e voltou tranqüila para o hotel: ainda ia receber amigos antes de partir.
Dessas coisas maravilhosas quase ninguém fala, então não posso calar!
Foi simplesmente um dia de andanças entre Copacabana e Bangu; fizemos um roteirode metrô desde a Siqueira Campos até Central do Brasil, e dali seguimos de trem até Bangu, tranqüilamente, nenhum constrangimento, nenhum mal estar; as estações se sucediam, entra e sai de passageiros apressados pra chegarem ao trabalho, ou aos afazeres cotidianos, um retrato da luta pela sobrevivência com alma carioca, bonitos movimentos de corpo, segurando bolsas e livros, uma festa de vida.
Em Bangu, seguimos a visitar amigos, como era longe, tomamos um táxi, rodamos em ruas comuns, algumas quitandas vendiam frutas, legumes, verduras frescas.
Amigos acolhedores e sorridentes nos esperavam, tivemos um dia de mimos, com almoço simples, retratos, álbuns, presentes, roseiras, lírios e manacás perfumando os ares!
Ao retornar, por indicação dos amigos, preferimos experimentar o ônibus Integração/Metrô, de Bangu até a Estação Coelho Neto: a surpresa veio na qualidade do ônibus, bem arejado, em ótimo estado de conservação.
Anoitecia quando entramos no metrô; a zelosa mãe aninhava a filha retornando da escola, outra amamentava o bebê apressado em viver. Pais carregavam sua bagagem de trabalho, o olhar no aconchego da casa. Jovens com suas mochilas e risos cheios de esperança. Assim, as estações iam correndo em direção ao Estácio; passada uma hora, estávamos sentados, na linha 2, enquanto a voz anunciava: “próxima parada, Praça Onze”,as estações de novo se sucediam, novos anúncios, mais gente entrando, saindo, amigas conversando, amigos no abraço, rostos cansados de mais um dia de trabalho.
Chegamos de novo na Siqueira Campos, andamos a pé até o hotel, nada luxuoso mas ótimo serviço, e ainda tivemos energia para um jantar amigo, entre risos e serenidade.
Outros dias, outros roteiros de paisagens surpreendentes, gente bonita, e muita satisfação como visitante.
‘Taí um Rio que não se conta!
Obs: Colhi o depoimento de amigos viajantes, felizes de ter escolhido esse roteiro.
Amigos,Trouxe para esse cantinho, o resultado de um estudo das plantas medicinais feito com a comunidade indígena Potiguara da Aldeia Forte, na Paraíba. O trabalho foi dinamizado pelo estudante de Etnobotânica, Xavier Gegout. As crianças participaram com uma alegria sem par. Quero compartilhar esse contentamento também meu, acreditando que o livro representa um passo na restauração da memória dessas comunidades que estão perdendo seus conhecimentos originais.Trata-se de uma pequena edição, 335 exemplares, sendo 255 destinados aos moradores da aldeia e às bibliotecas das escolas públicas locais. São apenas 80 livros disponíveis pra venda, portanto não vai pra livraria. O resultado será destinado à construção da sede da Toré Forte - Associação Cultural Indígena Potiguara- realizadora do projeto. Existem diversos projetos que estão dependendo da conclusão da sede, pois a aldeia não dispõe de espaço para aglutinar os moradores em atividades culturais. Uma realidade que eles querem mudar.Os amigos que desejarem obter o exemplar, queiram nos contatar. Tenho estado longe dos blogs, ocupada com diversos assuntos que não cabem na internet, por isso desculpem as ausências. E obrigada pela paciência e atenção.Contato: itajacianapotiguara2009@yahoo.com.br