No Blog realizo o desejo de comunicar e de escrever coisas que vejo, sinto, percebo, e quem sabe possam contribuir para outras reflexões... O Blog está incorporado ao meu cotidiano. Procuro ser fiel à Vida que recebi e usufruo da Suprema Criação.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
SAUDADE
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
C A F U Ç U
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
UM EVENTO, OLHARES, ESPANTO:
...................Com apoio do SEBRAE PB, BANCO DO BRASIL E GOVERNO FEDERAL, muitos trabalhos que antes estavam invisíveis e sem força, estão emergindo como grande solução para a sobrevivência das famílias envolvidas e ao mesmo tempo, fortalecendo a expressão popular.
Também estão com visibilidade no evento, os artistas já consagrados. Estes dispõem de uma "ilha" onde podem expor sua idéia, suas criações, geralmente com a parceria de um arquiteto. ..................Em João Pessoa, está se realizando o 7º SALÃO DO ARTESANATO PARAIBANO. O governo do Estado, acossado pelas campanhas que quase o retiraram do páreo político - aqui não entro no mérito das verdades ou mentiras- centrou suas forças no projeto A PARAÍBA EM SUAS MÃOS, voltado para o artesanato, como geração de renda,. Nos últimos anos, foi desenvolvido em todo o Estado, do sertão ao cariri, campo e cidades, em todas as modalidades praticadas. ...............Estão participando cerca de 3000 artesãos, nas modalidades BRINQUEDOS, MADEIRA, CERÃMICA, OSSO E PEDRAS, BORDADOS, RENDAS, TECELAGEM, FIOS, BORDADOS, FIBRAS, COURO, METAL, ARTESANATO INDÍGENA, HABILIDADES MANUAIS E GASTRONOMIA. ...................
Diariamente, entre 16 e 22 horas, multidões são atraídas para visitar o local, armado em grandes proporções, nas areias da Praia do Cabo Branco.
..............O que mais me impressiona nesse evento, são os olhares e atitudes das multidões que passam. Há desde o encantamento diante dos objetos expostos, a admiração,a identificação com temas e formas, materiais e função, como também o retraimento, o estranhamento, o medo de chegar perto, ou ao contrário, a aproximação para tocar, passar a mão, ou chutar, correr, endoidecer... .
..................Nesta primeira semana, uma artista teve uma de suas peças quebrada, não se sabe em que momento, pois tudo acontece muito rápido. Como no primeiro dia, quando de repente, um menino de seus 10 anos, entrou correndo por dentro do stand de Maria dos Mares, quase esmagando as pequenas peças de cerãmica expostas, num canto onde não se pensaria um incidente.
..............A multidão não conhece a arte, a beleza dos objetos, não vê a alma da criação. Impactada com a enormidade do espaço, ela avança. Ditada pelo corredor, pela novidade, desfila sua impossibilidade, seu desconhecimento, expresso no olhar. Enquanto isso, a roleta marca a quantidade de passantes.
.................Claro, muita gente entra, se aproxima, casais com seus filhos, uns adultos mostram a seus pequenos, com cuidado. Mães, pais, avós com dois, três meninos e sua alegria, olham e passam meio assustadas e preocupadas que as crianças se soltem e façam o estrago. O impacto é grande. Já se sabe que as leituras são praticamente zero, quando se fala da grande maioria. Então, do livro para o povo, o que fica?
.............Concluímos, a cidade não vê a cidade!
Os cidadãos não recebem, mesmo nos tempos de escola, as informações corretas? É uma lástima, um horror, que nunca se reverte?
Os estudantes não visitam os lugares públicos, orientados por mestres, para aprender a apreciar sua cultura?
Na Europa, as crianças, desde muito cedo, visitam os museus, as feiras, os lugares de circulação coletiva, as galerias de arte, com oficinas onde podem compreender o processo de criação; os campos, as regiões agrícolas, onde podem ver, desde o início da plantação, até o momento industrial ou da venda in natura, como as feiras. As crianças aprendem a compreender os ciclos de vida, os ciclos da cultura, os ciclos de criação. E portanto, refletir sobre seu ciclo de humanidade, necessidades e possibilidades.
.............Sabiamente este Salão do Artesanato dedicou um espaço para as crianças terem contato com a feitura de objetos artesanalmente. Uma gota de água para a sede coletiva, a mesma que não tem escolas com condições de aprendizagem cidadã?
Tudo está tão misturado, tão barulhento, que o tempo da aprendizagem é mínimo, sem tempo de elaboração mental. Enquanto o barulho perturba e fadiga, as roletas registram o número de passantes... Passantes... olhos que talvez não percebam que o projeto é financiado pelo poder público, portanto lhes pertence, de fato e de direito. Podem se tornar atores da cena, desde que compreendam essa introdução.
A roda continua a girar, alguém se habilita ao rodopio? sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
CAMINHOS DO BARRO I
COMPARTILHAR - Vanêssa Amaral
Mãos no barro, nas entranhas da terra
E no arder do fogo
Então produz e volta à natureza
Resgatando de si em em si tudo o que é falta,
o que é incógnita
Traz para si, o canto e o encanto, as cores,
o movimento
E se faz feliz
Partilha migalhas, restos de amor
Presença e falta.
*************************************************************************** GUARDIÃO - Ricardo Macedo Dentre todos os caminhos até agora por mim percorridos, um deles, talvez o mais novo, se desenvolve de modo muito especial: "o caminho do barro". Por ele trilho os meus devaneios, sonhos e agradecimentos. Na lida com a massa fria, esquentada com minhas emoções, através de minhas mãos, surge algo inesperado, ou talvez não, apenas adormecido, acordado vigorosamente, com a altivez de um guardião, que usa não armas e sim, as mãos e a sensibilidade para criar. *************************************************************************** 2008 - Ceci
Amar Criar
Recriar Inventar
Sonhar Realizar
Começar de novo
Consciência e Arte
Palavra e Trabalho
Exercício de Viver
Mãos nas mãos,
Mãos no barro
Construir
Desmanchar
Construir de novo
Refazer o caminho do sonho
E com ternura, realizar cada sonho!!!
Amar e amar sempre!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
METAMORFOSES E PERMANÊNCIAS
2007: um ano rico de mudanças, de experiências de todas as cores e sabores.
Cuidei bem dos meus pais, de mim mesma.
Retomei firme a atividade com o barro. Fizemos um projeto para expor e conseguimos realizar bem todas as etapas.
Viajei a Strasbourg e Canárias, estive com filhas e netos, carinhos mil, muita descoberta.
Visitei amigos de muito longe outros se fazem.
Mantive o contato com amigos que não consigo ver de perto, amizades construídas ao longo dessa existência.
Muito bom, tudo isso.
Meus pais se mudaram, se transmutaram em estrelas ou anjos, a família se recompôs, se reorganizou, nos mantivemos unidos, sem as loucuras em torno do patrimônio material.
Os amigos POTIGUARA estão em plena evolução, em construção de sua autonomia e crescimento cultural.
Compartilhar tem sido um exercício, que desejo continuar plenamente, mantendo o centro, o foco principal, de respeito à vida.
Com a iniciativa da Loba, vamos ter mais uma Coletânea de escritos de blogueiros. Quanta conquista!!!
A todos os amigos da net, desejo imensamente Saúde e Prosperidade, Evolução em suas decisões, e que consigamos manter a cabeça nos Céus e os pés ecologicamente plantadinhos no Planeta Terra.
!
Viva a Amizade!
Deus é o Maior!
***FOTOS DA Ceci: INSTANTES DE GRANDE ANIMAÇÃO NO AUTO DE NATAL,CAMPINA GRANDE - PB
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
O FAZER CERÂMICO
"No ato de amassar o barro e dele ver surgirem formas,
há uma espécie de magia e um aprendizado constante.
São formas que de algum modo estão
impressas em minhas lembranças,
presentes num tempo e lugar
que poderia ser em qualquer recanto do Brasil, na Algéria,
Gran Canária ou Afganistão: uma contadora de história
para embalar a noite estrelada,
uma rezadeira para amenizar a dor de crianças e velhos,
uma professora para alargar a visão,
uma filha que trabalha duro para alimentar sua velha mãe,
uma louca que se perde entre delírios,
uma menina faceira com sonhos mil...
São personagens vivos de todos os tempos
na vida dos povos.
O barro mudou minha vida, minha rotina, meu pensar
e minhas perspectivas na maturidade.
Este texto foi produzido na OFICINA PEDRA DO REINO, durante o desenvolvimento do projeto da Exposição Caminhos do Barro, em João Pessoa/PB