sábado, 9 de fevereiro de 2008

SAUDADE

Aos amigos blogueiros, viajantes do tempo. *************
A SAUDADE BATE FORTE,*
TANTA POESIA AUSENTE *
TANTO CARINHO CALADO*
NO CORAÇÃO *
OS AMIGOS PARTIRAM,*
CADA UM COM SUA CANÇÃO*
ESTRELA E MELODIA...*
ONDE ACHAR A POESIA*
DA AMIZADE...*
O CALOR DOS POEMAS,
NAS NOITES DE DEZEMBRO...*
ONDE ACHAR O CANTO NOVO,*
QUANDO A SAUDADE É FLAUTA SEM SOPRO?*
QUE VENHA O VENTO, *
LUAR E SONHOS MIL!*
ANO NOVO FELIZ!* ANO NOVO FELIZ!*
OS AMIGOS ESTÃO CHEGANDO*
NAS ASAS D0 CORAÇÃO!*
Finalmente Fevereiro é o mês! Estão nascendo mais duas crias do mundo blogueiro, graças ao empenho da amiga LOBA. Quem estiver interessado em adquiri-las, faça desde já a reserva pelo e-mail: lobamulher@uol.com.br Ou deixe seu e-mail nos comentários para que a LOBA possa fazer contato. Preço de cada livro, já com postagem para dentro do país: R$ 20,00

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

C A F U Ç U

CAFUÇU: V. Diabo. Indivíduo grosseiro, inábil. Bras. GO. Roceiro, asselvajado. Isso é o que diz o AURÉLIO. Em João Pessoa, o bloco arrasta multidões, sem precisar sair do lugar. É convocar e todo mundo aparece pra terminar o carnaval, da maneira mais criativa que se possa imaginar, como nos bons tempos. A fantasia é qualquer roupa que saia da rotina, mude a aparência de seriedade. Jogue uma peruca, ou pinte a cara com cores livres, ou vista seu pijama velho e caia na dança. De preferência, leve os amigos, faça uma roda e brinque à vontade. Adeus estresse, adeus! Fale, cante, brinque, suba no carro e desfile sua beleza! A noite termina, a meia noite já passou, lá vem madrugada! Aí se ouvem os foguetões, é hora de o cafuçu se mexer no trajeto entre duas praças do centro histórico. Se alguém pensa que só tem uma banda, enganou-se! São dezenas de grupos de músicos, com seus instrumentos, camisa C A F U ÇU, animando o bloco. Cada vez mais gente adere ao simples carnaval, sem gritos, muita liberdade e espontaneidade: famílias inteiras, grupos de amigos de todas as idades dançam sem parar. Muitos chegam cedo, com suas caixas de bebidas, do seu jeito, abastecem seu pessoal. Tudo vale a pena, nesse mar de alegria. Então, a receita paraibana pra desestressar é aderir ao cafuçu!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

UM EVENTO, OLHARES, ESPANTO:

...................Com apoio do SEBRAE PB, BANCO DO BRASIL E GOVERNO FEDERAL, muitos trabalhos que antes estavam invisíveis e sem força, estão emergindo como grande solução para a sobrevivência das famílias envolvidas e ao mesmo tempo, fortalecendo a expressão popular. Também estão com visibilidade no evento, os artistas já consagrados. Estes dispõem de uma "ilha" onde podem expor sua idéia, suas criações, geralmente com a parceria de um arquiteto.

..................Em João Pessoa, está se realizando o 7º SALÃO DO ARTESANATO PARAIBANO. O governo do Estado, acossado pelas campanhas que quase o retiraram do páreo político - aqui não entro no mérito das verdades ou mentiras- centrou suas forças no projeto A PARAÍBA EM SUAS MÃOS, voltado para o artesanato, como geração de renda,. Nos últimos anos, foi desenvolvido em todo o Estado, do sertão ao cariri, campo e cidades, em todas as modalidades praticadas.

...............Estão participando cerca de 3000 artesãos, nas modalidades BRINQUEDOS, MADEIRA, CERÃMICA, OSSO E PEDRAS, BORDADOS, RENDAS, TECELAGEM, FIOS, BORDADOS, FIBRAS, COURO, METAL, ARTESANATO INDÍGENA, HABILIDADES MANUAIS E GASTRONOMIA.

...................
Diariamente, entre 16 e 22 horas, multidões são atraídas para visitar o local, armado em grandes proporções, nas areias da Praia do Cabo Branco. ..............O que mais me impressiona nesse evento, são os olhares e atitudes das multidões que passam. Há desde o encantamento diante dos objetos expostos, a admiração,a identificação com temas e formas, materiais e função, como também o retraimento, o estranhamento, o medo de chegar perto, ou ao contrário, a aproximação para tocar, passar a mão, ou chutar, correr, endoidecer...

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..................Nesta primeira semana, uma artista teve uma de suas peças quebrada, não se sabe em que momento, pois tudo acontece muito rápido. Como no primeiro dia, quando de repente, um menino de seus 10 anos, entrou correndo por dentro do stand de Maria dos Mares, quase esmagando as pequenas peças de cerãmica expostas, num canto onde não se pensaria um incidente.

..............A multidão não conhece a arte, a beleza dos objetos, não vê a alma da criação. Impactada com a enormidade do espaço, ela avança. Ditada pelo corredor, pela novidade, desfila sua impossibilidade, seu desconhecimento, expresso no olhar. Enquanto isso, a roleta marca a quantidade de passantes.

.................Claro, muita gente entra, se aproxima, casais com seus filhos, uns adultos mostram a seus pequenos, com cuidado. Mães, pais, avós com dois, três meninos e sua alegria, olham e passam meio assustadas e preocupadas que as crianças se soltem e façam o estrago. O impacto é grande. Já se sabe que as leituras são praticamente zero, quando se fala da grande maioria. Então, do livro para o povo, o que fica?

.............Concluímos, a cidade não vê a cidade! Os cidadãos não recebem, mesmo nos tempos de escola, as informações corretas? É uma lástima, um horror, que nunca se reverte? Os estudantes não visitam os lugares públicos, orientados por mestres, para aprender a apreciar sua cultura? Na Europa, as crianças, desde muito cedo, visitam os museus, as feiras, os lugares de circulação coletiva, as galerias de arte, com oficinas onde podem compreender o processo de criação; os campos, as regiões agrícolas, onde podem ver, desde o início da plantação, até o momento industrial ou da venda in natura, como as feiras. As crianças aprendem a compreender os ciclos de vida, os ciclos da cultura, os ciclos de criação. E portanto, refletir sobre seu ciclo de humanidade, necessidades e possibilidades.

.............Sabiamente este Salão do Artesanato dedicou um espaço para as crianças terem contato com a feitura de objetos artesanalmente. Uma gota de água para a sede coletiva, a mesma que não tem escolas com condições de aprendizagem cidadã? Tudo está tão misturado, tão barulhento, que o tempo da aprendizagem é mínimo, sem tempo de elaboração mental. Enquanto o barulho perturba e fadiga, as roletas registram o número de passantes... Passantes... olhos que talvez não percebam que o projeto é financiado pelo poder público, portanto lhes pertence, de fato e de direito. Podem se tornar atores da cena, desde que compreendam essa introdução. A roda continua a girar, alguém se habilita ao rodopio?
Ceci

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

CAMINHOS DO BARRO I

Com a autorização dos autores, vão aqui alguns textos criados durante as oficinas de cerâmica.

COMPARTILHAR

- Vanêssa Amaral

E o homem se faz natureza

Mãos no barro, nas entranhas da terra

E no arder do fogo

Então produz e volta à natureza

Resgatando de si em em si tudo o que é falta,

o que é incógnita

Traz para si, o canto e o encanto, as cores,

o movimento

E se faz feliz

Partilha migalhas, restos de amor

Presença e falta.

*************************************************************************** GUARDIÃO - Ricardo Macedo Dentre todos os caminhos até agora por mim percorridos, um deles, talvez o mais novo, se desenvolve de modo muito especial: "o caminho do barro". Por ele trilho os meus devaneios, sonhos e agradecimentos. Na lida com a massa fria, esquentada com minhas emoções, através de minhas mãos, surge algo inesperado, ou talvez não, apenas adormecido, acordado vigorosamente, com a altivez de um guardião, que usa não armas e sim, as mãos e a sensibilidade para criar. *************************************************************************** 2008 - Ceci

Amar Criar

Recriar Inventar

Sonhar Realizar

Começar de novo

Consciência e Arte

Palavra e Trabalho

Exercício de Viver

Mãos nas mãos,

Mãos no barro

Construir

Desmanchar

Construir de novo

Refazer o caminho do sonho

E com ternura, realizar cada sonho!!!

Amar e amar sempre!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

METAMORFOSES E PERMANÊNCIAS

2007: um ano rico de mudanças, de experiências de todas as cores e sabores. Cuidei bem dos meus pais, de mim mesma. Retomei firme a atividade com o barro. Fizemos um projeto para expor e conseguimos realizar bem todas as etapas. Viajei a Strasbourg e Canárias, estive com filhas e netos, carinhos mil, muita descoberta. Visitei amigos de muito longe outros se fazem. Mantive o contato com amigos que não consigo ver de perto, amizades construídas ao longo dessa existência. Muito bom, tudo isso. Meus pais se mudaram, se transmutaram em estrelas ou anjos, a família se recompôs, se reorganizou, nos mantivemos unidos, sem as loucuras em torno do patrimônio material. Os amigos POTIGUARA estão em plena evolução, em construção de sua autonomia e crescimento cultural. Compartilhar tem sido um exercício, que desejo continuar plenamente, mantendo o centro, o foco principal, de respeito à vida. Com a iniciativa da Loba, vamos ter mais uma Coletânea de escritos de blogueiros. Quanta conquista!!! A todos os amigos da net, desejo imensamente Saúde e Prosperidade, Evolução em suas decisões, e que consigamos manter a cabeça nos Céus e os pés ecologicamente plantadinhos no Planeta Terra. ! Viva a Amizade! Deus é o Maior! ***FOTOS DA Ceci: INSTANTES DE GRANDE ANIMAÇÃO NO AUTO DE NATAL,CAMPINA GRANDE - PB

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O FAZER CERÂMICO

"No ato de amassar o barro e dele ver surgirem formas, há uma espécie de magia e um aprendizado constante. São formas que de algum modo estão impressas em minhas lembranças, presentes num tempo e lugar que poderia ser em qualquer recanto do Brasil, na Algéria, Gran Canária ou Afganistão: uma contadora de história para embalar a noite estrelada, uma rezadeira para amenizar a dor de crianças e velhos, uma professora para alargar a visão, uma filha que trabalha duro para alimentar sua velha mãe, uma louca que se perde entre delírios, uma menina faceira com sonhos mil... São personagens vivos de todos os tempos na vida dos povos. O barro mudou minha vida, minha rotina, meu pensar e minhas perspectivas na maturidade. Este texto foi produzido na OFICINA PEDRA DO REINO, durante o desenvolvimento do projeto da Exposição Caminhos do Barro, em João Pessoa/PB